3.30.2005

Jesus (Cristo) estava pola legalizaçom

Vaia... É de supor que estaria se é certo isto que di a imprensa séria (temos que reconhecer que o descobrimos indo de cá para lá neste proceloso mar da rede de redes).
Mas nom pensedes que os papeis de pedrojota som sempre tam assi. Para quedar bem com todo o mundo, dar umha de cal e outra de areia, nadar e guardar a roupa, pôr umha vela ao deus e outra ao dianho, etc... etc.. etc..., dos colmos dos ditos populares, publicam também este comentário, que parece tirado dum monólogo desses de canalpus do clube da tragédia (perdom, oficialmente é da comédia).
Claro, que esse titular se calhar ajuda-nos a compreender o motivo do malestar de algumhas pessoas da família real que nas últimas semanas andava polos media. Quem sabe!

E, já postos, com esta outra entenderemos porque sempre os políticos levam os discursos escritos.

Outro dia falaremos do tema da normativa.

3.28.2005

Temos um nome para tod@(s)

"Lo que ocurre después no se sabe, algunos habrán alcanzado a ver y han perecido, borrados instantaneamente por el gran olvido negro, otros se han conformado con el escape chico, la casita en las afueras, la especialización literaria o ciéntifica, el turismo". Julio Cortázar (Rayuela, 71).


"Foi lá que vi, pela primeira vez , o arbusto que dão o algodão. Encontra-se também nos bosques uma arvore cuja casca é composta de fibras extremamente fortes, que serve para fazer cordas, e que é chamada de Mahot".
Amadee François Frezier , 1712. Fonte: Ilha de Santa Catarina, Relatos de Viajantes Estrangeiros nos Séculos XVIII e XIX Florianópolis, Assembléia Legislativa, 1979.

A mulher de Bogart na época das gravaçons de Casablanca, Mayo Mahot, achava que seu marido pensava diferente da personagem e chegou a ameaçá-lo de morte se soubesse que ele tivera um relaçom com Ingrid Bergman. A cousa chegou a tal ponto que a Warner fez um seguro de vida no valor de 100 mil dólares para Humphrey Bogart .... Curiosidades arredor de Casablanca, o filme.

Los pastores de la Iglesia Reformada de Francia y sus alianzas. Quer dizer, os hugonotes.

Temos um nome para todas. Temos um nome para todas. Temos um nome para Todo.


Outro dia falaremos do tema da normativa

Água e chuva

Nestes dias, o tema recorrente é que se chove ou deixa de chover, que se já fazia falta, que se o mau é que bem rápido nos cansamos dela, que se vai parar, que se nom, que se agora já e tarde, que se com isto nom chega para encher os pántanos,...

Pois si, nós também, por nom saber que dizer, recorremos ao tema recorrente. Mas é que o da água, vai ser um problema maior do que já é.


Outro dia falaremos do tema da normativa.

3.23.2005

Manuelmarianismo

falamos do possível andazo de manuelmarianismo que iamos sofrer. Agora, parece que se confirma. Que Sam Caralámpio nos colha confesados!

Outro dia falaremos do tema da normativa.

Idiotez

"¡Amigo, comprate un despertador! ¿No ves que hace mucha compañia?". Bernardo Atxaga (Obabakoak).

Lamentavelmente, a idiotez nom tem limites.

Outro día falaremos do tema da normativa.

3.18.2005

Nom

Há quem pensa, seguindo a linha de négocio descuberta pola SGAE, que há que pagar por ler os livros das bibliotecas. Também há quem pensa que nom, e que a propriedade, também a intelectual é um roubo. A memória tem de ser exercitada.
Estamos com estes últimos, e com todas as pessoas que também pensem que NOM!.


Outro dia falaremos do tema da normativa.

3.08.2005

Responso por umha academia

Xace eiquí unha Academia.
De nena atacouna a anemia
i acometeulle a diglosia.
Sempre foi inmovilista
e, ¡como non!, bilingüista.
Viviu en pura ortodosia
de costas pró seu país.
¡Sufriu arteroesclerosia
e morreu dun paralís...!

Manuel Maria. Responso por unha academia (Cantos rodados pra alleados e colonizados. Edicións Xistral. Colección Alexandre Bóveda. 2. Ponte Vedra. Maio de 1976. I.S.B.N. 84-85271-02-5).

Como parece ser que os gardans das esências pátrias, por meio de algumhas das suas diversas, varias e diferentes, organizaçons, vam estar sacando em processom, baixo pálio, a Manuel Maria todos os dias, domingos, santos e festas gardar incluidas, até que se cumpram os dez anos do seu passamento e podam convencer a um número suficiente dos membros da RAG para que lhe dediquem o Dia das Letras, e que parece que vai ser impossível escapar desta febre delirante de manuelmarianismo irracional, decidimos recuperar hoje este poesia sua, dedicada à essa academia empenhada em ser acadêmia, à que, por certo, ele, finalmente, accedeu, fazendo parte da mesma na sua última época. Cousas da vida!, que diria o Santo da mómia com a que já há tempo que poderiam estar feitas as croquetas.
Nós proponhemos que esta poesia se convirta no hino dos blogues galegos e reintegracionistas que no cibermundo, ou no blogomilho, som.

Outro dia faleremos do tema da normativa. Ainda que hoje quase o fazemos ; )

3.07.2005

"La terçera manera"

"La terçera manera es que otros passan en este mundo teniéndose en el por estraños". Don Juan Manuel (El conde Lucanor).

Seguimos cá, já tu sabes, transmitindo e retransmitindo palavras sem fim com a esperança de que nos escoites. Escoita-nos, escoitas-nos?, escoita-nos. Nom diremos nada se nom queres. Mas escoita.

***

Cinqüenta vezes cento cinqüenta diremos as mesmas cousas por ver se lhe colhemos um ritmo e as aprendes de memória.

***

Defenderemos as casas das nossas avós com a força da saudade e umha pistola do mercado negro.

***

Herdarás o suor da frente e os baixos salários. As dívidas e os números vermelhos. O despedimento colectivo e o "favor que usted me hace".

***

Bem ou mal? Nós que sabemos. Nós estavamos cá onte e antonte e antesdeantonte e tudo parece seguir igual ainda que todo mudou. Bem ou mal. Nom há outra cousa?

***

Deixando cair as gotas de água sobre o guardachuvas sem necessidade de exprimir nada.
E falarmos o silêncio ao ouvido para escoitar os sonhos feitos bandeiras de papel escrito.
Ou nada. Que também é possível.


Som de entre Janeiro e Fevereiro de 1996. Daquelas, ainda pensavamos que a música nom era infinita.
Nom a Terra, mas a vida. Nom os sonhos, mas a esperança. Nom o Universo, mas a palavra.


Outro dia falaremos do tema da normativa.

3.05.2005

Podes lembrá-lo?

"Para quê serve um escritor se nom para destruir a literatura?". Julio Cortázar. Rayuela (99).

Lembramos agora o desejo
e somos incapazes de esquecer
a melancolia

Amor impossível
existente nas nossas palavras
e nos vossos olhos olhos

Buscávamo-nos nas horas mortas
para ficar em silêncio
ou dizer quase nada
Podes lembrá-lo?


É do ano 96, de começos do mês de Janeiro, o dia 11. Tempos fugit...

Outro dia falaremos do tema da normativa.

3.04.2005

Cansaço

Há vezes em que nom sabemos se é preferível a ignoráncia ao conhecimento. Viver sem conhecer, é também umha forma de caminhar cara a feliz inconsciência, cara um mundo onde nada é importante porque nada é conhecido, nada é apreendido. Às vezes, parece que esse caminho também é produtivo, quando ao erguer-se da cama, nada mais abrir os olhos, a realidade dá-nos umha boa hóstia dialéctica, ou física.
Som esses os dias nos que todo o que se pode dizer é aquilo de que amanhece, que nom é pouco.

Rompe-nos o peito dozemente
cum olá e um adeus
e deixa que nos desangremos
entre umha palavra e um silêncio
Que caia a lua cheia de cans que ouveam
ou que venha o sol com cem águias famentas
Deixa o Mundo Deixa a Terra Deixa o Tempo
mas senta
e logo de romper-nos o peito
di o nosso nome


Outro dia falaremos do tema da normativa

3.03.2005

No calor da casa

Maria Lado apresenta hoje berlim. Sentimos bem nom poder estar lá. As obrigas...
Enviamos desde este humilde blog de operários os nossos parabéns. E um pequeno poema, de 1995, 4 de Dezembro. Vai por ti, Maria!

Deixamos esvarar as vidas entre desejos impossíveis
e perseguimos sem rendiçom imagens alheias
que nunca conhecemos
Passam pessoas e mais pessoas
e somos nós
imóveis
quem miramos todo desde longe sem pertencer a nada
No vazio
ilhados
sonhamos com novos sonhos


Outro dia falaremos do tema da normativa