1.12.2005

Liberrima liberdade

Já escuitamos algumhas vozes a dizer, a falar, a comentar... Nom nos importamos por isso. E também nom nos exportamos: nom imos marchar, nem imos mandar a nossa voz, as nossas letras cara outros lares. Nom!
Sabemos que haverá quem pense que nom é liberdade, que é libertinagem. Pois bem, nós dizemos: sim! Liberdade, liberrima liberdade, libertinagem.
Orgulhosos da nossa libertinagem (que nom do nosso liberalismo). Libertinos, libertários e líbidosos. Por suposto. É por isso que estamos sempre dispostos, sempre listos, sempre.
Somos bem conscientes que somos umha minoritária minoria, e que nom estám de moda as cousas das que gostamos. E que?
O que lhe sucede à literatura galega é que o 99'9 por cento dos e das escritoras som funcionários/as. Fixai-vos bem. Repasade a nómina. E os que nom som funcionários, tenhem profisións similares: uns quantos jornalistas, avogados ou qualquer cousa polo estilo. Quantos fontaneiros haverá? E pintores? Trabalhadores/as do metal? Camioneiros? Labregos? Operários da construçom? Desempregados? Trabalhadores em precário?...
É certo que há uns quantos estudantes, umhas quantas estudantes. Mas só aqueles/as que vam para funcionários/as.
Explicou o marxismo há já tempo avondo, que som as condiçons materiais de existência as que determinam as condiçons sociais, ou umha cousa assim penso que era. Pois tal qual.
Temos umha literatura mais bem aborrecida porque os autores e autoras som mais bem todos uns aborrecidos.
E nom só som funcionários os da Xunta ou dos ministérios, nom. Também estam os funcionários do partido, do sindicato, da organizçom de massas ou de algum dos vários satélites que vivem ao redor do partido (chamem-se organizaçons culturais, de defesa, suposta, da língua, juvenis, etc...).
Estamos rodeados, sabemo-lo bem. Mas seguimos a respirar.
Respiramos.
E nom é pouco.
Outro dia, falaremos do tema da normativa.

Ehus

Entendo que quando digo partido, todas e todos sabemos a que organizaçom me refiro, nom? Nom é questom de dar nomes, porque nós nom somos evidencialistas.

1 Comments:

Blogger tangaranho said...

Pois sim; as condiçons materiais determinam a consciência. Haveria muito que falar acerca do artisteio que sobrevive e mesmo medra à calor de um aparelho cultural determinado. Mas enfim. Como tu dis, outro dia falaremos da normativa.

9:26 da tarde  

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