1.17.2005

Emigrar por recomendaçom da Xunta

La Coz, que Paliza, edita todos os Domingos um caderninho em páginas naranjas sobre Negócios, no que aproveita para publicar várias páginas de ofertas de trabalho. As pessoas que trabalhamos em precário ou que, directamente, trabalhamos no desemprego, conhecemos bem estes caderninhos, pois passamos os meiodias dos domingos (tomando uns vinhos no bar antes de comer), e as tardes, e até as manháns das segundas-feiras lendo neles, e na procura do anúncio encantado que nos libertará da nossa desdita malfadada.
Pois bem, a questom é que nesse caderninho da Coz, aparece, na sua segunda página de ofertas de trabalho, um grande anúncio da Xunta de Galiza, baixo o rótulo de Bolsa de Emprego. Se o ides ver, o da ediçom de onte, Domingo 16 de Janeiro de 2005, todas, TODAS, absolutamente todas as ofertas de trabalho que aparecem som para o estrangeiro. Quer dizer: para emigrar.
A Xunta já o tem tam asumido que até paga (a saber quanto custa esse anúncio) para que a mocidade galega (e aqueles/as que já nom som tam novas/os) emigre, ou quando menos contemple como umha opçom real -e ademais recomendada pola Administraçom- a emigraçom. As ofertas de trabalho vam desde postos para a hotelaria em Ibiza, Malhorca, as Canárias, etc... até postos no Disneyland de París, ajudantes de hotel a Inglaterra, técnicos de educaçom infantil em Dublim, enfermeiras no Reino Unido, recepcionistas de hotel em Itália, camareiros/as em Inglaterra e matronas na Suiça.
O anúncio leva o logo do Serviço Galego de Colocaçom e da Xunta de Galiza. E aportam o telefone 902 125 000 para que podamos chamar e nos dem informaçom. Chamar haveria que chamar, mas para cagar-se na família de uns quantos.
Logo, por se isto for pouco, sairám numha conferência de imprensa, dessas das que gostam os jornalistas porque som polas manháns e convidam (com o dinheiro público) a café com leite, croasáns e zumos, dizendo que na Galiza já nom existe emigraçom.

E, mentres tanto, a opossiçom oficial, séria, conseqüente e democrática, gozando das suas dietas, os seus salários e os seus gastos pagos. Pergunta de milhom: quantos filhos ou filhas de deputados do parlamentinho terám emigrado nos últimos dez anos?

Outro dia falaremos do tema da normativa.